Raposa

Raposa

Animal bonito e de natureza solitária, a raposa resume a ambivalência da consciência humana.

Devido ao seu método de caça, as raposas são conhecidas pela sua astúcia e esperteza. Pela caraterística traiçoeira do animal, por sua vez, as pessoas que demonstram comportamentos desleais são metaforicamente chamadas de “raposa”.

Culturas Chinesa e Japonesa

Na China e no Japão, a raposa é tida como um animal feiticeiro e feminino. Em decorrência disso, costuma-se associá-la à natureza feminina instintiva e primitiva da mulher. Nesses países acredita-se que as bruxas, assim como as mulheres histéricas, costumam tomar a forma da raposa. Ela pode ainda aparecer simbolizando as almas penadas ou como o duplo da consciência humana.

No Japão, a raposa é, ainda, símbolo de fertilidade. É companheira de Inari - divindade xintoísta da abundância, da alimentação. Dessa forma, os comerciantes japoneses tem uma raposa em suas lojas a fim de que a mesma proteja o seu negócio.

Conheça os Símbolos Japoneses.

Baralho Cigano

No baralho cigano a carta 14 representa a raposa, a qual é interpretada como aspeto negativista com o qual as pessoas devem acautelar-se, uma vez que apresenta a iminência de nos depararmos com pessoas traiçoeiras e hipócritas.

Tatuagem

Na arte de tatuar, a raposa representa ambos os aspetos: o bem e o mau, o positivo e o negativo.

A tatuagem é feita tanto por homens como por mulheres, mas tem uma expressão mais marcante no gênero feminino visto que a raposa está associada à natureza instintiva da mulher.

Xamanismo

A evocação da raposa no Xamanismo está relacionada à cura para a memória, para capacidade de observação e perspicácia.

Literatura: Fábulas de Esopo e "O Pequeno Príncipe"

A conotação negativa da raposa é reforçada através do folclore e da literatura, onde frequentemente ela é referência de aspetos negativos.

Em "A Raposa e as Uvas", conhecida fábula de Esopo, a raposa não consegue alcançar um bonito cacho de uvas para comer, afirmando, por fim, que as uvas devem ser insípidas e passadas.

A moral retirada resume-se na expressão: “Quem desdenha quer comprar”.

No clássico “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry, a raposa, todavia, não assume esse papel negativo. Desta vez, a raposa representa, entre outros, especialmente, a virtude e o amor.