Borboleta

borboleta-1_xl.jpegA borboleta é considerada o símbolo da transformação, da felicidade, da beleza, da inconstância, da efemeridade da natureza e da renovação, mas há inúmeros significados atribuídos à simbologia desse inseto.

Metamorfose das Borboletas

A metamorfose das borboletas é simbolizada como: a crisálida é o ovo que contém a potencialidade do ser e a borboleta que sai dele é um símbolo de ressurreição ou também pode ser vista como a saída do túmulo.

Em outras palavras, os estágios desse inseto, que são a lagarta, a crisálida e a borboleta significam respectivamente vida, morte e ressurreição representando, dessa maneira, a metamorfose cristã

As Cores das Borboletas

A borboleta azul faz referência à metamorfose, portanto, da transformação que os seres humanos passam ao longo da vida, não só física (crescimento), como sociais (mudança de trabalho, casamento, nascimento de um filho, entre outros). A borboleta azul é por muitos considerada a borboleta da sorte.

As borboletas coloridas são mensageiras de alegrias e felicidade, enquanto que as borboletas pretas são mensageiras da morte e têm, ainda, o significado da alma de uma criança que morreu ser ter recebido o Batismo ou simboliza uma bruxa reencarnada.

A borboleta amarela simboliza uma nova vida, numa analogia às flores da primavera, cuja cor predominante é o amarelo. A borboleta branca, por usa vez, simboliza a serenidade, a calma, a paz.

A Borboleta e o Espiritismo

Uma vez que a borboleta é referência de renovação, para os espíritas, ela simboliza a reencarnação. A reencarnação é o regresso da alma para outro corpo, uma nova vida. 

A borboleta é, assim, a alma que sai de uma pessoa que morre e se liberta (a saída do casulo) e vai para outra pessoa numa oportunidade de refazer a sua história de vida com mais experiência tendo em conta as vivências passadas, num processo de desenvolvimento ou progressão da alma. 

Outras Simbologias da Borboleta

A borboleta é o símbolo do renascimento para a psicanálise moderna, que é representada com asas de borboleta.

Na mitologia grega, a personificação da alma é representada por uma mulher com asas de borboleta e segundo as crenças gregas populares, quando alguém morria, o espírito saía do corpo com forma de borboleta. 

No Japão a borboleta é o símbolo da gueixa e representa a figura feminina (mulher), visto que está associada à ligeireza, gentileza e graciosidade. Dessa forma, a felicidade matrimonial é simbolizada por duas borboletas (masculino e feminino) e, muitas vezes, sua figura é utilizada nos casamentos. Ainda são vistas como espíritos viajantes, e quando aparecem anunciam uma visita ou a morte de uma pessoa próxima. No mito do imortal jardineiro Yuan-k'o, sua bela esposa ensina o segredo dos bichos-da-seda, sendo ela própria, um bicho-da-seda.

Por outro lado, no mundo sino-vietnamita a borboleta exprime a longevidade ou está associada ao crisântemo, o qual simboliza o outono, ou seja, a renovação, uma vez que no outono ocorre a queda das folhas.

Para os astecas e os maias, a borboleta simbolizava o deus do fogo Xiutecutli, conhecido também por Huehueteotl, o qual levava como emblema um peitoral chamado "borboleta de obsidiana" que simbolizava a alma ou o sopro vital que escapa da boca de quem está morrendo. A borboleta no meio das flores representa a alma do guerreiro morto no campo de batalha.

Os Balubas e os Luluas do Kasai, do Zaire central, também associam a borboleta com a alma. Para eles, o homem segue o ciclo da borboleta desde sua nascença até sua morte. Dessa maneira, a infância está associada a uma pequena lagarta; na maturidade, a uma grande lagarta e, à medida que vai envelhecendo, se transforma em uma crisálida. O casulo é o túmulo de onde sai a sua alma, cuja forma é uma borboleta.

Além disso, o seu túmulo seria associado ao casulo, de onde a alma sairá sob a forma de uma borboleta. Por fim, os iranianos e alguns povos turcos da Ásia central acreditam que os defuntos podem aparecer de noite na forma de borboleta.

Na mitologia irlandesa, a borboleta simboliza a alma liberta de seu invólucro carnal, da mesma maneira que na simbologia cristã. O conto Corte de Etain nara a a história do Deus Miter que se casa pela segunda vez com a deusa Etain, e por ciúmes, sua primeira esposa, a transforma em uma poça de água. Após algum tempo, a poça dá vida a uma lagarta que se transforma em uma linda borboleta.